el difícil presente de una leyenda musical
Phil Collins está cumplindo 75 anos, mas a saúde não tem sido gentil com ele. Aposentado dos palcos, enfrenta desafios sérios, como problemas renais e dores nas articulações que dificultam a caminhada. Ele mesmo declarou que precisa de cuidados profissionais 24 horas por dia. A última vez em que se apresentou foi em 2022, e mesmo com todas as dificuldades, Collins continua envolvido em novas produções.
Atualmente, ele vive um afastamento forçado devido ao estado de sua saúde. Em uma recente entrevista emocional em um podcast da BBC, não teve medo de expor sua realidade. De forma direta, falou sobre seu cotidiano, deixando de lado a imagem típica das estrelas do rock.
O presente desafiador de Phil Collins
“Tive problemas com os joelhos, tudo que podia dar errado, deu,” desabafou Collins no podcast. Ele também comentou que contraiu Covid enquanto estava hospitalizado, e que seus rins começaram a falhar devido ao consumo excessivo de álcool. “Não ficava acordado a noite toda bebendo, mas bebia durante o dia e acho que tomei demais,” explicou.
A cena de Phil sentado em uma cadeira durante a turnê de despedida do Genesis, chamada “The Last Domino?”, já nos preparou para o que viria. No entanto, ouvir sua voz, ainda calorosa, mas marcada pelo cansaço, foi realmente impactante.
Ele não hesitou em descrever sua situação física, resultado de múltiplas cirurgias na coluna, lesões nervosas e um problema persistente no pé, conhecido como “drop foot”, que limitou sua mobilidade de forma drástica.
Phil Collins e uma carreira icônica
Para compreender por que o estado de Collins nos toca tanto, precisamos lembrar a grandeza de sua trajetória. Não foi apenas um músico de sucesso; ele foi uma verdadeira força na indústria musical, a sua marca é indelével.
Começou no Genesis como baterista, sob a sombra de Peter Gabriel, mostrando seu talento impressionante. Mas foi em 1975, após a saída de Gabriel, que Collins brilhou. Aquilo que começou como uma necessidade funcional transformou o Genesis em uma das bandas mais influentes do mundo, unindo virtuosismo técnico com uma sensibilidade pop imbatível.
Nos anos 80, Collins esteve em todos os lugares. Seu álbum de estreia como solista, “Face Value” (1981), nasceu do doloroso fim do seu primeiro casamento e nos presenteou com “In the Air Tonight”. Aquela bateria icônica, com seu som de gated reverb, modificou a forma como a música era produzida. Naquela década, parecia impossível ligar o rádio e não ouvir sua voz.
Um marco de sua ética de trabalho aconteceu no Live Aid de 1985. Collins foi o único artista a se apresentar em Wembley, em Londres, e rapidamente atravessar o Atlântico para tocar no JFK Stadium, em Filadélfia. Ele foi o coração pulsante daquela edição histórica, dividindo o palco com nomes como Eric Clapton e Led Zeppelin.
Como produtor, trabalhou com gigantes da música e, quando já parecia ter alcançado tudo, conquistou Hollywood. Seu trabalho na trilha sonora do filme Tarzan da Disney não apenas rendeu um Oscar, mas também o destacou como um compositor capaz de transitar por diferentes gêneros e faixas etárias.